quarta-feira, 20 de março de 2013

PROMESSAS


Que mão poderia desenhar, tal geometria?
Que abre num rompimento o susto do mundo,
de uma forma que já não mais existia?


Inventa-nos, novamente,
 o céu, a lua, as estrelas,
pois era isso que, em criança,
nos sonhos, eu via!


Que olhos me resgatam dessa agonia?
Que surge sem surpresa do sono profundo,
sem convite, revelando o que não se via?


Ensina-nos, caridosamente,
o escudo, a mortalha, as velas,
pois é isso que, sem esperança,
ainda me protegia!


E ao deixar terra arrasada,
deixa uma lágrima de garantia,
de que no fim da estrada,
será começo de dia!

"Esta tentativa poética será publicada em uma antologia de novos poetas pela Patuá, sem data definida, mas quando souber, aviso a todos. Percebo ecos constantes e fantasmagóricos de vários poetas que admiro: Antero e Blake (o primeiro verso é descaradamente uma paródia de "Tyger, tyger". Enfim, poesia, ensina Pessoa, é fingir ( do latim "moldar" e também "enganar")..."

André Ozawa

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